<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350</id><updated>2011-10-28T01:51:45.090-07:00</updated><title type='text'>tiO maricotO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-7581009989654067935</id><published>2010-09-04T16:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T14:57:47.616-07:00</updated><title type='text'>FIM</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/TILUSVf_V5I/AAAAAAAAANI/34JvZ7-hOj0/s1600/banco.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 144px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513202305328961426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/TILUSVf_V5I/AAAAAAAAANI/34JvZ7-hOj0/s200/banco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele andava nervoso como nunca nos últimos dias. Aquele incômodo estranho na consciência ganhara força, crescera e agora extravasava numa amargura constante e num descontentamento com tudo e todos, materializados por uma impaciência que não lhe era comum, uma maledicência que não lhe ensinaram e pela crueldade de ferir os outros em seus pontos fracos, os quais tinha facilidade para identificar, um talento antes usado para compreendê-los e confortá-los. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas alguém escapava a sua fúria, a própria razão daquilo tudo. Com ela seu desespero desconhecia disfarces e se resumia à sua origem, o medo. Nos momentos em que se encontravam, os quais ficavam mais raros a cada dia, ele sentia, mas não entendia o vale que se estendia entre os dois. A cada fitar do seu olhar, que era flagrado distante, uma pontada lhe secava a boca e apertava o coração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se como uma criança atrás de um balão de gás que lentamente se desenrolara de seu dedo, imperceptivelmente, enquanto brincava com ele. E agora não importava pra que lado corresse, o balão subia... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda tentava provocar outros daqueles momentos em que sorriam juntos, faziam planos impossíveis, odiavam juntos e a si mesmos até a morte.. sem correr riscos. Tentativas que resultavam num fracasso cheio de ressalvas e cuidados outrora desnecessários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um momento particular desses encontros lhe doía mais, a despedida. Quando ele não percebia nela o mesmo pesar por se separarem. Em que ela andava, com aparente pressa, sem olhar para trás, ainda que ele, ao terceiro passo, se virasse e esperasse observando-a. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltava desses encontros desolado, mas ainda tinha esperanças alimentadas todas as noites com as lembranças de bons momentos nos quais se concentrava para conseguir dormir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por algum tempo foi levando esse limbo, mas, nesse mundo em que só havia os dois, a carência passava a fazer companhia ao medo. Carecia daqueles abraços demorados; contava os dias que passava sem um beijo; notava que além de raros, seus momentos juntos eram menores. Não havia mais aquela procura insistente por um lugar e horário em que ficassem a sós. E ele sentia falta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esperava que a qualquer dia ela chegasse aos prantos revelando o sério problema por que vinha passando, que a fazia distante, fria. Queria que ela, triste, lhe perguntasse afinal “O que está acontecendo com a gente?” Mas na verdade morria de medo de que ela compreendesse. Morria de medo dessa conversa, de que ela surgisse e ela então visualizasse a verdade que ele já amargava mas não admitira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando era corajoso o suficiente para pensar no fim achava que preferiria assim, que fosse como uma nuvem que se dissipa, sem sentenças, sem pontos, sem final enfim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Torturava-se pensando no que poderia fazer, no que dizer. Não aceitava o peso da idéia que seu juízo colocara em sua cabeça, a de que não havia nada a ser feito. E persistia... Inventou outro programa diferente e ela aceitou, até sem muita oposição, o que o deixou animado, um banquete para o monstro faminto da sua esperança. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a viu sorriu inseguro. Apesar do temor, dirigiu-se a ela imaginando coisas boas, pensando na diversão que teriam, na beleza daquele dia. Quando ia envolvê-la nessa euforia... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ffffcc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Espera, precisamos conversar."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E então não havia mais medo, não havia mais nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;embed height="250" type="application/x-shockwave-flash" width="420" src="http://www.4shared.com/embed/64857285/618930ac" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-7581009989654067935?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/7581009989654067935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=7581009989654067935&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/7581009989654067935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/7581009989654067935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2010/09/fim.html' title='FIM'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/TILUSVf_V5I/AAAAAAAAANI/34JvZ7-hOj0/s72-c/banco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-3329797304804564364</id><published>2010-01-17T13:42:00.000-08:00</published><updated>2011-06-26T19:57:05.705-07:00</updated><title type='text'>Acidente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/S1OFGU4iBQI/AAAAAAAAAMw/G8pKGaIBk8I/s1600-h/acidente2.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 200px; display: block; height: 126px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427828319643108610" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/S1OFGU4iBQI/AAAAAAAAAMw/G8pKGaIBk8I/s200/acidente2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;POUUU!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estrondo surdo ecoou nas paredes de todas as casas da rua, despertando cada um dos moradores de seus raros momentos de introspecção e chamando-os a atenção para coisas mais interessantes na esquina, já famosa por seus numerosos acidentes após a reforma do trânsito local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Zilda, a dona do armazém, ouviu o som da batida abafado pelo seu próprio canto no banheiro enquanto tomava banho. Parou de cantar e pode ouvir claramente o som dos passos dos outros na casa que já corriam para o quintal, e para fora dos portões. Ficou curioso e quis sair também, mas, ao mesmo tempo, adorou o pequeno momento em que ficou sozinho em casa e subiu alguns tons na música com que se encantara naquela semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel quase se assustou com o barulho distante que interrompeu sua sessão de beleza. Ela estava recostada de olhos fechados e quase sonhava com seu novo colega da empresa pintando-o nos termos de um astro de TV. Sua irmã mais velha deixou de espalhar o produto em seu cabelo difícil e foi correndo até a janela. Maria Isabel também correu junto com as outras até a porta e saiu no quintal. Logo que sentiu o vento esfriar sua cabeça molhada e melecada voltou correndo, frustrada, tentando se esconder da vista daqueles que já peregrinavam até a esquina e ao mesmo tempo espiar por entre as frestas da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sra. Antonieta quis, mas não agüentou algumas dores, outros tremores e sentou-se novamente, resignada, em seu sofá de pano puído. Perdeu logo o interesse no acidente ao ver o sorriso descarado do vilão na novela daquele horário. Já sentia compaixão pela protagonista rebelde quando sua netinha passou correndo pela sala seguindo os adultos curiosos. A sra. Antonieta pôs-se a lamentar a entrada da netinha no "mundo das coisas". Pensou em como seria triste seria essa vida de curiosidade, fofocas e interesses em que a pobre netinha já estava sendo iniciada. Lembrou-se de porque todos corriam e teve novo súbito de ir junto, tentou mais uma vez, e voltou a cair-se no sofá que levantou alguma poeira com a volta de seu peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Conde foi quem alertou a mulher sobre o barulho que ela ouvira, mas não conscientemente. Quando ele falou foi que sua mente trabalhou e a levou pra fora de casa. Seu Conde ainda permanecia no repouso da cirurgia precedida por aquele invasivo e desrespeitoso exame, que agora, todos sabiam, sim, ele o fizera. Imaginando o filho do Sr. Tomas lá fora tomando conta de toda a situação, seu Conde ligou a televisão para colorir e dar som ao seu desassossego. "Examinado", "operado" e "destituído". E eram só os cinquenta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Constance preparava um jantar especial no momento em que o barulho entrou pela janela da cozinha. Sem muita curiosidade usual, não se importou tanto. Mas foi tomando consciência de que o baruhlo fora alto demais. Outras batidas não causavam tanto estrondo. Sentiu impulso de ir até lá, mas olhou para duas panelas no fogo. Uma quase pronta, e a outra, na qual ela mexia uma colher de pau, não podia ser abandonada nesse ponto. Conformou-se em fazer o jantar e esperar pelo filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então de súbito realmente pensou no seu filho. Era mais ou menos a hora dele chegar e viria no seu carro novo. Ela se lembrou de que haviam combinado de que, se possível, ele chegaria mais cedo para jantarem. Um nó na garganta começou a sufocar Dona Constance enquanto ela ainda mexia com a colher. Sua preocupação só aumentava e já quase derrubava comida pra fora da panela quando apagou os fogos e saiu a passos rápidos e exitantes pelo portão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Conde se entretinha com a TV em que um apresentador feliz falava de uma máquina de fraldas, o que o lembrou de que havia mais um indício dos tempos chegando. Ele seria avô em breve e essa era uma das únicas provas dos anos que não o incomodavam. Sua filha predileta ia dar-lhe um netinho e ele mal podia esperar. E pensou que mal podia esperar pela chegada da filha que fizera hoje outro ultra-som. Aliás, pensou, já é tarde! E sua mente de pensamentos rápidos o levaram a preocupar-se. Pensava que o barulho fora alto demais, poderia ser o ônibus. Ele esforçou-se para ficar de pé e se arrastou pela calçada, ignorando as dores internas que sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da novela, a sra. Antonieta se viu obrigada a suportar suas dores e tremores e dirigir-se à cama, cumprindo o ritual. Notando a ausência de pessoas a quem desejaria boa noite, lembrou-se do incidente do barulho. Foi até a porta da sala ver se alguém que já voltava da esquina lhe dizia o que havia ocorrido. Ninguém voltava. Foi até o portão sem ter que se desviar do carro de sua filha, mãe da sua netinha e lembrou da inexperiência da filha com a carteira de motorista recém-conseguida. Mais preocupada com a netinha do que com qualquer outra coisa, a sra. Antonieta foi apoiando-se nos muros até a esquina, temendo pela felicidade da neta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frestas da porta não ofereceram um bom ângulo para Isabel espiar alguma coisa do acidente. Todas suas irmãs tinham saído e ela ficara sozinha tentando continuar o tratamento capilar. Tratamento, que aliás já estava demorando muito e poderia atrasá-la para seu encontro com seu novo namorado, seu colega na empresa. Novo porque era recente, não novo como mais um. Maria Isabel não namorava há séculos, desde que teve sua filha , e esta já tinha bem seus treze anos. Já fizera sozinha todos os tipos de planos com ele. Num atrevimento de ir até o portão, ela viu um carro de socorro do Corpo de Bombeiros e temeu pela vida de alguém. Depois temeu muito pela vida do seu novo namorado, passou a mão jogando todo cabelo que pôde para trás e saiu para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Zilda já respirava cansado pelo esforço e dera um tempo na cantoria. O silêncio lhe permitiu lembrar-se do porque estava sozinho e, pensando novamente no acidente, preocupou-se com o quão grave não teria sido. Sua mãe lhe traria hoje o livro por que tanto esperava e encucou-se com seu atraso, afinal já anoitecera havia algum tempo. Relacionando os fatos, agilizou-se em sair do box e se vestir para ir até a rua ver o que fora enfim aquele estrondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constance, Seu Conde, a sra. Antonieta, Maria Isabel e o filho de Zilda chegaram quase que juntos à esquina e cada um, sob grande agonia, se infiltrou pela multidão até a cena que todos rodeavam. Quatro deles deram suspiros profundos e dolorosos que levaram embora o nó amargo que sentiam na garganta. O imenso alívio que sentiam misturava-se a uma tristeza desoladora que os fazia refletir sobre todas suas vidas. Deram as costas para a multidão condenando-se, perdoando, e imaginando mudanças no comportamento dali pra frente. Mas para o quinto deles ajoelhar-se em desespero foi apenas o início de um pesadelo do qual não sairia tão cedo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-3329797304804564364?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/3329797304804564364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=3329797304804564364&amp;isPopup=true' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/3329797304804564364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/3329797304804564364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2010/01/acidente.html' title='Acidente'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/S1OFGU4iBQI/AAAAAAAAAMw/G8pKGaIBk8I/s72-c/acidente2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-6674519981310983630</id><published>2008-11-16T16:05:00.000-08:00</published><updated>2010-04-18T16:45:26.028-07:00</updated><title type='text'>Pelo Sol que virá</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SSDCbBiPcEI/AAAAAAAAAKo/izWaZ3XpuOk/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269425333547790402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SSDCbBiPcEI/AAAAAAAAAKo/izWaZ3XpuOk/s200/imagem.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Era mais um daqueles dias em que ficara fora de casa mais do que o planejado, e ainda se irritava consigo mesmo na volta pra casa, enquanto voltava sentado no último ônibus da noite. E que não era o que parava mais próximo de sua casa, pois além de se demorar, ainda estava bem longe. Portanto não iria apenas atravessar uma rua e passar por seis, sete casas.. Haveria uma escadinha de ruas a percorrer. Nada grande também, nem um quilômetro sequer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua em que o ônibus parava, apesar da hora, ainda era movimentada. Os bares de esquina vinham ganhando naquela região um status que atraía muita gente para as baladas noturnas regadas a cerveja, conversas rasas, e conquistas de corações fracos ou por interesse. Ele costumava passar por entre as mesas do bar que ocupavam toda a calçada, não por receio dos carros nas ruas, mas sua passagem era como uma marcha em que ia se sentindo melhor e acima daquelas pessoas mais felizes do que ele. Porém, o status parecia crescer cada vez mais com a ampliação do bar em casa de diversões, e agora era impossível passar entre eles, ele os margeava pela rua. Era ruim para sua marcha de superioridade, parecia não estar totalmente envolto na nojeira pra se sentir tão grande. Seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o bar, a claridade da avenida se dissipava e ruinhas escuras tomavam a visão de quem vinha daquela direção. Os muitos carros das pessoas no bar ainda o acompanharam até um certo trecho da rua abaixo, e eram como as pontas das garras do medo que começava a tomá-lo. A rua era totalmente residencial, com casas destoantes e nada que chegasse a ser nem mesmo classe média-média. Algumas grandes árvores habitavam as margens da rua, que era cumprida e um tanto estreita, e outras menores entravamcavam as calçadas aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já havia sido assaltado três vezes, e uma recentemente, a pior delas, mas nem era por isso que temia ladrões e assaltantes agora. Sempre teve medo dessas coisas, violência era uma das coisas de que mais tinha medo. E por uma cautela, que não sabia se era correta, andou pelo meio da rua para ter tempo de correr caso saísse alguem das sombras das calçadas das casas. Parece que havia menos luzes acesas que de costume, e hoje pensamento nenhum vinha lhe tomando a cabeça, e a atenção voltava-se toda para a desertidão e escuridão. Alguns barulhos distantes o faziam tremular, já tomava conta dos seus sentidos sensações que não tinham razões óbvias. Olhar para trás estava ficando constante, assim como involuntário. A vontade de cantar que tinha ao andar em ruas aparentemente desertas era substituída por vontade de correr. Isso já não era mais sobre violência, e correu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo desacelerou, podia haver algo a sua frente. A rua estava ficando estreita demais, queria alargá-la para ficar num meio mais distante das casas e calçadas. Estava começando um desespero agoniante de querer suprir toda a distância até em casa num átimo de segundo, desaparecer dali, voltar para o bar, para o ônibus, para antes do ônibus, ser criança de novo e não poder sair a noite, não nascer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez-se uma luz na esquina lá atrás, o farol de uma moto que avançava. Um alívio momentâneo o confortou e quanto mais a moto se aproximava, isso se tornava tormento também. Desviou para uma das calçadas, e a moto passou por ele como um demônio interessado em coisas maiores à frente. Acalmou-se novamente e voltou para o meio da rua para retomar o medo que não vinha de moto, e não sabia de onde vinha. O passo já era acelerado, quando as árvores começaram a se dobrar vertiginosamente para dentro da rua, para sua cabeça, quando a rua estava se estreitando e as casas o convidavam para entrar. Ele chegou ao fim da rua, que terminava em outra rua perpendicular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali as casas eram de pessoas conhecidas, virou na esquina de uma delas e chegou na rua da sua casa, saía quase em frente não fosse o lote baldio. Os cachorros que tinha em casa latiam para ele. Correu até o portão para desviar de um carro que vinha de longe, o que fez os cachorros latirem mais pelo atrevimento, abriu o portão onde apenas tinham passado o cadeado. Os latidos cessaram e os rabos se abanaram, ele fez uma carícia grosseira com o pé no cachorro de que gostava, ignorou o outro e foi entrar em casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-6674519981310983630?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/6674519981310983630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=6674519981310983630&amp;isPopup=true' title='40 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/6674519981310983630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/6674519981310983630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/11/era-mais-um-daqueles-dias-em-que-ficara.html' title='Pelo Sol que virá'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SSDCbBiPcEI/AAAAAAAAAKo/izWaZ3XpuOk/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>40</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-7954391527701092623</id><published>2008-05-20T18:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T16:46:11.354-07:00</updated><title type='text'>A maçã dos olhos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SEv6PYfDT2I/AAAAAAAAAHU/jAv86EqxDnQ/s1600-h/beleza+e+mulher.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209532536161783650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SEv6PYfDT2I/AAAAAAAAAHU/jAv86EqxDnQ/s200/beleza+e+mulher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela alisava os fios do cabelo numa última conferida e paparicada na escova recém terminada. Lisos, castanhos claro, compridos, e belos. Se sentia eufórica como qualquer mulher apaixonada e correspondida, que não tem a menor ambição de não ser submissa ao homem, e sim, se comporta como uma "mulherzinha": boa dona de casa, se arruma para ele, e o paparica num fim de semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada balançar do cabelo que a encantava, a cada momento em que a luz lhe dava ares graciosos, a cada jogada do cabelo que a embelezava e ela se orgulhava disso, logo procurava um detalhe esquecido com que se ater e que ajeitar, afinal não poderia ficar se admirando ali por muito tempo pensando nele. O detalhe principal dessa história toda de se arrumar, ela preferia esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se deu por satisfeita, apagou a lâmpada do espelho e nisso sentiu uma daquelas cutucadas incômodas na consciência. Nos momentos em que não se viu refletida, imaginou que seria o que ele veria de tudo o que ela fez: nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu para a sala onde encontrou filho e filha, esta comentou o quanto estava "gostosa" e "fatal" e o filho ainda alfinetou: "Pena que ele não pode aproveitar!" Ao que ela respondeu com dissimulada irritação que ela mesmo aproveitaria: ia causar inveja nas outras mulheres, se sentiria bem em frente ao espelho, e afinal "não dizem que as mulheres se arrumam é para as outras mulheres? Pois então!" Se empertigou, apanhou a bolsa, mandou beijos aos filhos e saiu para a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era mentira tudo o que dizia... Como gostaria de ser vista assim como estava hoje pelo homem que amava. Como, e como era frustrante no seu íntimo saber que ele não poderia elogiar sua beleza verdadeiramente. Como era difícil se enganar a todo instante e mostrar-se superior a isso. Mas não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela era mesmo, era um misto maior de três coisas: Primeiro, mas não necessariamente em maior grau, amor. Amava como poucos, era capaz de sacrifícios incríveis por isso, talvez outros até chamassem-na de louca. Depois, vaidade. Poderia não ter desenvolvido isso, mas os caminhos que sua vida tomaram, levaram-na a, num certo dia, se tornar o cume da vaidade, provavelmente motivada na mãe feia, sofrida e infeliz. E por último, a submissão. Era independente, sempre se sustentou e aos filhos e muito bem, mas há muito tempo já descobrira que só seria feliz com alguém a quem se dedicar, com quem preocupar em agradar, por quem se sacrificar. Por todos os anos em que ansiou o dia em que seria feliz, sempre imaginou que o que faltava era o homem que ela amasse, encontrando-o, tudo estaria resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim sendo, o homem da sua vida, seria, de fato, tudo em sua vida. Amaria-o, e satisfazendo sua necessidade de submissão e vaidade, se arrumaria: para ele. Era como terminar o quebra-cabeça. Porém, não estava preparada para surpresas. Até porque sempre teve certos preconceitos e ressalvas quanto às pessoas com quem se relacionaria, infelizmente para ela, essas características não estavam entre as suas três maiores, e o amor as venceu. Então toda a satisfação das suas necessidades principais se encontravam e eram destruídas no fato de o homem que descobriu amar... ser cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sairia de casa agora para um jantar a dois num restaurante refinado, um programa tão romântico quanto gostava. Mas logo começariam a cair pequenas partes desse sonho. Ele não iria buscá-la sozinho, abrir a porta do carro para ela, e fazer uma surpresa quanto ao restaurante escolhido. Viria de táxi, com um motorista acompanhando-os, e ele precisaria de certas ajudas em algum momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era bonito. E como estava ainda mais essa noite! E ela gostava disso, mas não era importante, nem um pouco. Mas também agradecia seus olhos de aparência normal porque talvez aí fosse demais.. Só que não seria. Ele a fazia se sentir bem, e amada como nunca antes, não havia reclamações dele, só o fato absurdo de ser cego, que não merecia bem uma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela conseguira vir até aqui. Já eram dois meses levando esse fardo, e com certo sucesso. Mas ao contrário do que imaginara nos primeiros dias, não seria uma questão de tempo e adaptação. Os monstros dessa luta cresciam cada vez mais em sua cabeça, tomavam-lhe cada vez mais tempo. À medida em que se tornava feliz a cada dia que passava com ele, o dia seguinte se tornava puro pesar, os momentos de alegria pura e profunda pareciam indignos de terem sido vividos daquela forma. Culpa e não aceitação dominavam seus pensamentos, pensamentos diversos e confusos que nem ela sequer entendia, mas se cruzavam e amontoavam descomunalmente na sua cabeça... até o momento em que parecia entrar em choque e nada mais entrava na consciência. Uma tristeza pairava em sua mente. Ao primeiro sinal dele, tudo se esvaía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jantar estava indo muito bem, já rira e descontraíra bastante, mas ela percebeu que começava a se incomodar. Vinha temendo isso; que as torturas psicológicas lhe afetassem até nos momentos em que estivesse com ele, e se entristeceu ao ver que isso começara a acontecer. Teve uma vontade de chorar, uma sensação de estar perdida, sem rumo, cansada dessa situação.&lt;br /&gt;Agora cada detalhe dos modos dele lhe chamavam a atenção e lhe incomodavam, um garfo que errava a mira no prato; uma mão que ia apalpando sobre a mesa até encontrar o que queria... Queria poder não ver nada daquilo. Ela segurou a explosão de seus problemas até ser deixada em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na despedida, no momento clássico de se beijarem no carro, mas os dois no banco de trás, se beijaram e ela o olhava nos olhos que pareciam estar olhando-a também, então ele lhe fez os votos e elogios que ela sempre esperou ouvir sem saber, e que lhe tocavam mais intimamente que qualquer outros já recebidos. Continuava mantendo o contato dos olhos, esse momento poderia ser a redenção de seu sofrimento e o fim das agruras em sua mente. Então ele os fechou, e continuou falando, mostrando que seus olhos nada participavam daquilo tudo. E ela fechou também, engoliu gritos e choros e ao fim, saiu do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho até o espelho, todas inquietações se inflamavam no seu cérebro, e outras novas caíam por cima. Evitava olhar para tudo, só queria ver o espelho, e corria desvairadamente até ele. Se achava no limiar da chance de ser feliz, temia que não seria feliz jamais, e que era muito velha para tentar isso novamente. Sentia ódio próprio, raiva, desespero. Odiava ver cada coisa que ganhava nitidez entre suas lágrimas, e quebrava-as; odiava a luz que iluminava o ambiente; odiava não precisar andar lentamente e com cuidado. Ira incontida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passou pelo quarto e entrou no banheiro, se sentou em frente ao espelho. A escova pouco se estragara, continuava bonita e com um ar de gala traído pelos olhos vermelhos e as lágrimas que borravam a maquiagem. Se admirou por uns instantes, sufocando toda profusão de sentimentos incômodos por que passava, ajeitou os fios que se rebelaram, retirou as manchas de maquiagem com os dedos, secou as lágrimas, retocou o batom.... Ficou ali por uns instantes então abriu a última gaveta do armarinho sob a bancada da pia e apanhou uma caixinha vermelha de veludo. De entre linhas e alfinetes, retirou duas agulhas, que com calma e cautela foram sendo penetradas em cada olho infinitas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-7954391527701092623?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/7954391527701092623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=7954391527701092623&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/7954391527701092623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/7954391527701092623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/05/ma-dos-olhos.html' title='A maçã dos olhos'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/SEv6PYfDT2I/AAAAAAAAAHU/jAv86EqxDnQ/s72-c/beleza+e+mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-1558512012674708934</id><published>2008-01-31T00:28:00.000-08:00</published><updated>2010-04-18T16:43:24.457-07:00</updated><title type='text'>Pode beijar a noiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R6GRaZCNUpI/AAAAAAAAAGM/ZzPACIVDRnY/s1600-h/461200631_72245e28c7.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161566530526073490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R6GRaZCNUpI/AAAAAAAAAGM/ZzPACIVDRnY/s200/461200631_72245e28c7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E quando ele o fez, ela virou o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sutilmente como só ela conseguiria. Apenas uma pessoa além do noivo percebeu, sua mãe, como só ela mesmo poderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sentiu ultrajada, desrespeitada, se estivesse próxima teria dado na nora um tapa naquele rosto. A indiferença e o desprezo pelo seu filho era para ela como uma negação, um desafio, e um desrespeito da nora às suas vontades e decisões. Não que não gostasse do filho, gostava, e achava que garantiria sua felicidade nesse casamento. O amor da nora, os sentimentos do filho, os pecados do marido, a felicidade da família, os filhos seus netos, a temida morte do marido... estaria tudo sob controle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O noivo não se importou com a frieza da esposa. Sabia que ela não se casava porque queria, mas sempre alimentou a esperança dos tolos que pensariam amar qualquer mulher que lhes fosse de alguma forma oferecida, e acreditava que era uma questão de tempo ela passar a amá-lo. Isso mudara hoje. Amou de verdade a cabelereira que o arrumou para o casamento. E já estava decidido, não esperaria a mulher começar a gostar dele, seria feliz o quanto antes: teria uma amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noiva sequer via o, agora, marido como um ser-humano. E seria mesmo difícil visto o modo como ele fora entrar tão "profundamente" na sua vida, afinal estavam se casando e era essa a mesma razão que o tornava tão "objeto". Ela sempre soube que não nascera pra casar, não amava as pessoas por muito tempo, logo cansava ou via como elas eram desnecessárias. Mas aqui estava, se casando. Por interesses logicamente, e pra não dizer que por medo. Preferia pensar que por interesse, interesse pelo filho que esperava que precisaria ser sustentado e também de um pai. É claro que isso não significava que viveria como uma mulher casada. Ainda ia amar muitos homens, por pouco tempo como sabia fazer. Não achava que seria difícil administrar de um lado o casamento e do outro a vida, e não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o casal entrando no carro à porta da igreja, depois de ter-lhes atirado grãos de arroz mirando os olhos da noiva, a mãe do noivo sentiu algo como um alívio, tirara um peso das costas, tarefa cumprida, a próxima era uma certa dívida que o marido adiquirira. Pensou que poderia vir a ter dores de cabeça com esse casamento, mas se surpreendeu. Pôde dormir em paz e tranquilamente por alguns anos. O filho e a nora apareciam sempre, nunca soube de uma briga entre eles, o neto ia bem na escola, eram felizes, e até seu marido pecava menos. Tudo sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diferentemente de como ela estava acostumada a dizer e a fazer acontecer, depois da tempestade não veio a bonança... algo meio que se inverteu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras nuvens vieram quando a mulher, em mais um amor, esse um pouco mais intenso e tanto mais rápido, engravidou. Inadimissível! Ficou estarrecida com a própria inépcia. Deixara acontecer de novo. Raios! Inferno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade começou a se tornar iminente em nuvens mais pesadas e escuras assim que a amante do filho o abandonou. Agora, como aqueles que já encontraram o amor e o perderam, e ainda tolo, procurou algo em que se apoiar e viver, pois não saberia viver sofrendo a sua dor, e tentou no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe então viu os ventos baterem mais forte quando percebeu o filho menos falante e mais triste. E despertada da sua tranquilidade pôde atentar-se para detalhes como bem o fazia e então desconfiou da nora. Ela traía seu filho. Soube na próxima vez que os visitou, e começou logo a imaginar como colocar as coisas em ordem novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pouco competente quanto era tolo, não foi no trabalho que conseguiu apoio. Então o marido buscou apoiar-se em casa, mas só não achou onde quando veio à tona a gravidez da mulher. Resquícios de orgulho e o azedume dos abandonados o fizeram gritar Não! O filho do pai ele até que criava, mas o de um estranho não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe, já ciente de tudo a sua volta, via e sentia a tempestade chegando e não encontrava forma de se proteger. O filho estava infeliz, o marido, descobrira, pecava secretamente e mais perigosamente, e a nora traía seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então começou... A primeira gota foi um telefonema, do filho já em outra cidade, ia viver a vida, fazer o que gostava. Se bem se lembrava do filho, quando criança o que ele dizia mais gostar era de viajar na estrada... um caminhoneiro. Os ventos cada vez mais fortes mexiam com os fios lá fora. Dentro de casa a mãe acompanhava aflita o noticiário sensacionalista da noite. Em forma de trovão veio a notícia da morte do marido assassinado numa rua da periferia que informavam ser palco de tráfico, jogo, e prostituição. Pela memória do marido, ou sua, descartou duas opções, o marido era então viciado em jogo. Os ventos deixaram a eletricidade dar seu último suspiro naquela casa com a campainha. À porta só conseguiu avistar o carro da nora correndo na esquina, quando viu a criança no meio da rua. Correu até o neto, pasma. Antes de terminar a pergunta ele lhe estendeu a mão entregando um papel que ela logo abriu e onde leu "Papai, vovó, vim ficar com vocês! " . Deixou o papel cair no chão... Algo saíra do controle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trovão, e uma tempastade como aquela cidade jamais viu caiu sobre ela e enxarcou-a da cabeça aos pés. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-1558512012674708934?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/1558512012674708934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=1558512012674708934&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/1558512012674708934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/1558512012674708934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/01/pode-beijar-noiva.html' title='Pode beijar a noiva'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R6GRaZCNUpI/AAAAAAAAAGM/ZzPACIVDRnY/s72-c/461200631_72245e28c7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-6161656460408067365</id><published>2008-01-20T11:49:00.000-08:00</published><updated>2010-04-18T16:43:47.205-07:00</updated><title type='text'>Pormenores</title><content type='html'>- Que são esses olhos vermelhos?&lt;br /&gt;-Quê?!&lt;br /&gt;- Você ta fumando?&lt;br /&gt;-Mãe, não começa!&lt;br /&gt;-Começo! Porque seus olhos estão vermelhos?&lt;br /&gt;-Ah mãe, sei lá! Se é que estão mesmo.. eu vou saber?!&lt;br /&gt;-Você não precisa dessas coisas! Você sabe os riscos e o quanto é ruim e perigoso tudo isso...&lt;br /&gt;-MÂE!!! Para! Q coisa. Não to usando nada.&lt;br /&gt;-Olha aqui! Você tem tudo, você sabe que não...&lt;br /&gt;-Tudo?&lt;br /&gt;-....&lt;br /&gt;-Eu não tenho é nada. Nada que eu realmente queira.&lt;br /&gt;-Do que você ta falando?&lt;br /&gt;-Nada. Mãe, me deixa.&lt;br /&gt;-Ó, eu to te alertando, pro seu bem... Problemas todo mundo tem e esse não é um meio de resolvê-los.&lt;br /&gt;-Rs.. Tá bom mãe.. obrigado!&lt;br /&gt;-Ei! Volta aqui. Abre a porta!&lt;br /&gt;-Hum... Quê mais mãe?&lt;br /&gt;- Olha, o Olavo vem aqui hoje. Toma um banho.. se arrume. A gente vai jantar. Tudo bem?&lt;br /&gt;-Ah..&lt;br /&gt;-Tudo bem?&lt;br /&gt;-... Tá.. aham.. tudo bem.&lt;br /&gt;-Então tá.. Já fico pronta.&lt;br /&gt;-MÂE!!&lt;br /&gt;-Que?&lt;br /&gt;-Fecha a porta!&lt;br /&gt;-Ai deus! Pra que essa mania de porta fechada?&lt;br /&gt;-Mãe! Fecha a porta!&lt;br /&gt;-Rhum!&lt;br /&gt;-"Rhum" o quê?&lt;br /&gt;-Nada! se apronte vai.&lt;br /&gt;-É nada mesmo!&lt;br /&gt;-Céus! Você pode cooperar comigo ao menos hoje?&lt;br /&gt;-Ah! Eu coopero com você a vida toda! Já você!&lt;br /&gt;-Ha.. Olha, vamos deixar isso pra outra hora por favor.&lt;br /&gt;-Seria melhor ESQUECER. Isso assim como tudo.&lt;br /&gt;-Me dê paz, SÓ hoje. Eu te peço!&lt;br /&gt;-Para né! Quando é que eu tirei sua paz?&lt;br /&gt;-Filhos têm esse dom, querido!&lt;br /&gt;-Então faz tempo que você resolveu não reconhecer o meu né?&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-Mãe. Fecha a porta!&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-Mãe!&lt;br /&gt;-Você ta me cobrando?!&lt;br /&gt;-Eu só to pedindo pra você fechar essa porta!&lt;br /&gt;-Eu me preocupo com você!&lt;br /&gt;-Claro!&lt;br /&gt;-Eu trabalho por você. Quero o melhor pra você.&lt;br /&gt;-Obrigado pelo seu dinheiro então. Mãe.. dá licença e FECHA essa porta!&lt;br /&gt;-Você tá sendo injusto.&lt;br /&gt;-A vida é injusta!&lt;br /&gt;-Não seja nojento comigo!&lt;br /&gt;-Ah.. perdão!&lt;br /&gt;-Nem IRÔNICO!&lt;br /&gt;-SAI DAQUI e FECHA essa PORTA!&lt;br /&gt;-PARA! Você não vai fazer isso pra estragar a vinda dele aqui! Você não tem esse direito e eu não vou deixar!&lt;br /&gt;-...rs.. Nojento e irônico é você vir me perguntar dos meu olhos vermelhos!&lt;br /&gt;-EU ME PREOCUPO!&lt;br /&gt;-COM ELE!&lt;br /&gt;-O quê?!&lt;br /&gt;-Some daqui!&lt;br /&gt;-Olha! Se você não quiser ir, não vá! Mas fique no seu quarto e por favor não estrague isso!&lt;br /&gt;-Não se PREOCUPE! Eu não vou mesmo sair daqui e mostrar meus olhos vermelhos pra ele.&lt;br /&gt;-Você não ta dizendo isso!&lt;br /&gt;-É claro que estou!&lt;br /&gt;-Como você pode?!&lt;br /&gt;-Mãe! SOME DAQUI!&lt;br /&gt;-ME RESPEITA!&lt;br /&gt;-Faça isso primeiro!&lt;br /&gt;-ah!&lt;br /&gt;-Tira a mão de mim!&lt;br /&gt;-Você é horrível.&lt;br /&gt;-Como a minha mãe!&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-É droga não é? Você tá usando?&lt;br /&gt;-NÃÃÃÃO! Você que só percebeu olhos vermelhos hoje porque o seu namorado vem pra cá!&lt;br /&gt;-...!&lt;br /&gt;-Ele te deixa se achar que seu filho é drogado, é?&lt;br /&gt;-Cala a boca!&lt;br /&gt;-Se quiser você pode contar a verdade pra ele! Seu filho não é um drogado.&lt;br /&gt;-ah... Para com isso!&lt;br /&gt;-Diga que sou só um fracassado infeliz e só que chora todo dia no ônibus voltando pra casa... Que é quando pensa na vida dele, e talvez na mãe que tem.&lt;br /&gt;-PARA!!&lt;br /&gt;-Sai "mãe"! Eu vou ficar aqui pra você não perder seu homem!&lt;br /&gt;-Nojento! Eu só to conseguindo superar as coisas e tentando ser feliz! Faça o mesmo!&lt;br /&gt;-Eu não tenho que superar nada. Ainda tenho pai, você que não tem mais o marido!&lt;br /&gt;-POR SUA CAUSA!&lt;br /&gt;-Vai ver foi mesmo né! Olha que cruz a sua!!&lt;br /&gt;- ts ts ts&lt;br /&gt;-Corre pra se arrumar, seu "namorado" deve estar chegando!&lt;br /&gt;-Para de falar comigo desse jeito! Você me conhece e conhece ele, sabe que ele é alguem decente!&lt;br /&gt;-Decente o bastante pra saber que, dele, vc só quer O HOMEM!&lt;br /&gt;-Chegaaa!!&lt;br /&gt;-É só você sair daqui! Vai encontrar com o seu homem!&lt;br /&gt;-Ai... VOCÊ ESTÁ É COM INVEJA porque não tem O SEU!!!&lt;br /&gt;-... ... some daqui... SOME DAQUI!!&lt;br /&gt;-Você me paga!&lt;br /&gt;-Com certeza! Pode esperar!&lt;br /&gt;-É ele! Ele chegou!&lt;br /&gt;-Não se "preocupe" ! Ele não faz meu tipo!&lt;br /&gt;-rhum&lt;br /&gt;-Não encosta em mim mais!!&lt;br /&gt;-E fica AÍ DENTRO! QUETO!&lt;br /&gt;-Obrigado por FECHAR A PORTA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe, estou indo!&lt;br /&gt;-Ah.. hã.. o quê?!&lt;br /&gt;-Boa noite, Olavo.&lt;br /&gt;-Boa noite garoto!&lt;br /&gt;-Que mochila é essa?!&lt;br /&gt;-Você sabe mãe. Tchau!&lt;br /&gt;-EI!&lt;br /&gt;-Onde ele foi?&lt;br /&gt;-É... humm ah sim! Eu tinha me esquecido.. rs ..Ele vai passar uns dias com um amigo.&lt;br /&gt;-Ahnn...&lt;br /&gt;-hum!&lt;br /&gt;-Quer dizer.. que estamos sós? E por alguns dias?&lt;br /&gt;-Ehh.. rs.. É... acho que sim!&lt;br /&gt;-Que ótimo, não?!&lt;br /&gt;-Ah... ahn.. sim, meu amor!&lt;br /&gt;- Humhum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-6161656460408067365?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/6161656460408067365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=6161656460408067365&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/6161656460408067365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/6161656460408067365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/01/pormenores.html' title='Pormenores'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-8704370765772029627</id><published>2008-01-19T22:27:00.000-08:00</published><updated>2010-04-18T16:42:39.704-07:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5LqPTHQEjI/AAAAAAAAABQ/9GXdioPxs6U/s1600-h/escada.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; DISPLAY: block; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157442071842263602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5LqPTHQEjI/AAAAAAAAABQ/9GXdioPxs6U/s200/escada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Ele estava sozinho no quarto, completamente. Não tinha nada lá. Já tinham empacotado tudo e levado pro caminhão lá fora. O sol entrava forte pela janela, logo atingiria seu rosto. Alguém precisava entrar logo lá e tirá-lo dali. Ouvia os barulhos que os outros faziam nos corredores e na escada, provocavam uma curiosidade mórbida nos seus pensamentos; imaginava que móvel seria aquele fazendo enorme ruído. Ouviu pratos cairem e quebrarem.. rezou pra que não fossem as porcelanas com desenhos de mansões azuis.. raras vezes eram usadas e ele as amava. Esperava que a casa nova fosse melhor, não gostava do modo como o Sol entrava nesse quarto, nem do quintal pequeno, para não pensar na escada. Passos se aproximaram... abriram a porta!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Odiando toda essa mudança, ainda era mandado buscar o irmão. Porque ele? Então abriu a porta. Coitado! Estava no Sol. Sentiu certa dó do irmão, preso como um cachorro pra não atrapalhar toda a bagunça. Riu quando refletiu sobre o que pensara.. atrapalhar a bagunça... Pegou nos braços da cadeira e levou o irmão pra fora do quarto. As rodas da cadeira empacaram em alguns cacos q estavam no corredor. Cacos daquela porcelana ridícula q a mamãe guardava para nunca usar. Pareceu um rali chegar até a escada. Isso foi divertido. Na escada parou e gritou o quão forte conseguiu o irmão mais velho. Não gostava de fazer isso, e parecia que ninguém na casa gostava. Era o pior momento de se dar com o irmão. Mas para ele devia ser divertido.. flutuar sobre a escada. O outro irmão chegou e subiu a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio ver o que o irmão mais novo queria e viu quando chegou ao pé da escada. Merda! Isso? Subiu e pegou as rodas da cadeira, foi descendo de costas, com cuidado. Odiava fazer aquilo, mas fazia com calma e cuidado, era o que dava ao irmão, dedicação na hora da escada. Olhou pra ele e os olhares se trocaram. Gelou-se por dentro. Pareceu sentí-lo de alguma forma vivo pela primeira vez. Pisou em falso em um dos degraus e voltou novamente toda sua atenção para a descida. No fim, tomou os braços da cadeira e foi levando o irmão pra fora.. A varanda e a frente da casa estavam abarrotadas de coisas e caixas..levou-o para o quintal lateral para sob uma sombra que logo sumiria dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela sombra estava agradável. Amaria a outra casa! Com certeza! Ela não tinha escadas.. já ouvira-os comentando. Disso ele se livraria. E sabia que era algo de que todos queriam se livrar. Sempre que acontecia, era igual... Silêncio.. ar pesado... tensão. Se relaxava a cabeça via o rosto do que segurava nos braços, se tensionava-a, via quem segurava as rodas... Preferia olhar pro teto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente ia se mudar dessa casa! Se esquecer dessa vizinhança nojenta e não ter problemas com os filhos mais! Nem se importou de quebrarem sua porcelana preferida, a expectativa de sair dali hipnotizava-a, muito! Estava depositando nessa mudança a chance da felicidade. Se não fosse lá e agora, não saberia mais o que pensar, apesar de ter consciência de que não sabia ao certo o que a faria feliz. A cozinha era maior.. o quintal era maior.. E se incomodou ao pensar aliviada que nessa casa não tinha escada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as coisas já estavam guardadas no caminhão e ele, já cansado, sentou-se ao volante e pôs-se a buzinar apressando a todos. Que ficasse para trás qualquer coisa que estivesse para trás. Queria chegar logo na nova casa e tomar um banho. Também estava animado com a mudança, teria um quarto maior e garagem mais prática! Só tinha o bendito banho na cabeça... e a buzina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe e os dois filhos saíram da casa e correram para o caminhão. A porta da carroceria estava aberta e a mãe gritou para o mais velho fechá-la. Se preocuparam pois estava muito cheia. Entraram na cabine e partiram. Lá estava apertado... Três quadras a frente viram uma vizinha com o carrinho do seu bebê. Logo começaram a se olhar silenciosamente, palidamente, perplexos.... Depois cada um se recostou de algum modo e enfrentou as próprias barreiras, o tamanho da própria culpa, sanaram suas dores, apagaram algumas lembranças. A mãe ainda direcionou um olhar a todos os outros que não o retribuiram. O filho mais novo secava algumas lágrimas, o pai prestava atenção a toda sinalização existente no caminho, como jamais fizera antes. E o irmão mais velho se concentrou no recente fim do seu namoro... como seria difícil num lugar novo sem a namorada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ouviu quando o caminhão partiu. Entendeu o que estava acontecendo. Quis com todas as forças chorar, e chorou, por dentro, como nunca antes. Esquecido na mudança! Nem mesmo o caberia na carroceria, que é onde iria com certeza. Chorou mais... Decidiu observar insetos que passavam por ali até o momento em que voltariam para pegá-lo. Esperou... O Sol já o alcançara há muito, e na verdade, agora estava já o abandonando. Desesperou-se, quis morrer, sentiu raiva e teve medo. Nada que alguém pudesse perceber, aliás, ele não podia expressar... Ainda cogitou diversas hipóteses antes de aceitar que a verdadeira era a que primeiro lhe veio a mente. Não voltariam! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-8704370765772029627?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/8704370765772029627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=8704370765772029627&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/8704370765772029627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/8704370765772029627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/01/mudana_19.html' title='Mudança'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5LqPTHQEjI/AAAAAAAAABQ/9GXdioPxs6U/s72-c/escada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3741759669115533350.post-8963138049185030155</id><published>2008-01-18T19:51:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T20:58:58.528-08:00</updated><title type='text'>VInho TInto De Mesa SUave</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5F0qTHQEdI/AAAAAAAAAAQ/soBcwEoXYMc/s1600-h/vinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157031318349943250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5F0qTHQEdI/AAAAAAAAAAQ/soBcwEoXYMc/s320/vinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ele cai sobre a mesa.. e se derrama. É uma cena digna de ser filmada, apreciada como um daqueles instantes em que você parece perder qualquer noção de significado de qualquer coisa. Se espalha e entranha-se sobre, sob e entre a toalha branca, incrivelmente branca, e ele incrivelmente tinto percorrendo as costuras como um mal que se espalha. Atinge suas bordas rendadas e respinga em pontos diferentes fazendo uma chuva de sangue que cai sobre um chão também branco como a neve, onde se formará uma poça q aumentará, suave, como ele o é. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos primeiros a notar será o cachorro, os gatos e qualquer animalzinho presente. Mas sempre há aqueles humanos que não notam nada, e então virá um deles e pisará, intretido fazendo um morro do além em seu prato de plástico, nem perceberá e dará a volta a mesa em busca de outro tipo de carne e procriará por todo o ambiente resquícios da poça de antes tornando inevitável até que os mais atentos não pisem nas novas poças e a espalhem mais ainda. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em breve todo o aposento está repleto de manchas e pegadas de todas as marcas e modelos, não mais vermelhas, mas sim pretas, marrons, cor de barro, sujeira. O chão não é mais, nem mesmo, algo em que se pisar, cada um que se atreve a fazê-lo experimenta a horrível sensação de grudar a sola do sapato naquelas melecas espalhadas que começam a acumular os pêlos dos animais presentes no recinto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E então o neto mais novo, ainda uma criança, passa correndo com a coxa da ave assada que conseguiu a base de muita manha e pirraça e a deixa cair ao se assustar com a sensação de grudar-se ao solo. Ao ver a coxa em cima da mancha mais peluda de todas, a tia mais requintada dá um berro! "Chega! Alguém tem que limpar isso!" É aí que todos se mudam para a área exterior e vai a tia mais pobre com balde e rodo nas mãos desfazer o resulatado daquilo que o neto mais esquisito fez todos pararem e olharem quando gritou. "A mamãe quebrou a taça!".&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3741759669115533350-8963138049185030155?l=tiomaricoto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/feeds/8963138049185030155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3741759669115533350&amp;postID=8963138049185030155&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/8963138049185030155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3741759669115533350/posts/default/8963138049185030155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tiomaricoto.blogspot.com/2008/01/vinho-tinto-de-mesa-suave.html' title='VInho TInto De Mesa SUave'/><author><name>maricotO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15688212146655646171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_CQBOHJp79ww/R5JoBjHQEiI/AAAAAAAAABI/BEEBCTc_q6k/S220/foto.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CQBOHJp79ww/R5F0qTHQEdI/AAAAAAAAAAQ/soBcwEoXYMc/s72-c/vinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry></feed>
